domingo, 16 de agosto de 2020

Casal faz sexo ao vivo durante audiência pública da Câmara do Rio

 

RIO — Uma cena inesperada marcou uma audiência pública virtual convocada pela Comissão dos Direitos da Criança e do Adolescente da Câmara do Rio, na tarde desta sexta-feira. Enquanto os vereadores Leonel Brizola (PSOL), Babá (PSOL) e Célio Lupparelli (DEM) discutiam sobre uma das pautas, a câmera de uma representante popular presente na reunião, ainda ligada, começou captá-la num momento íntimo com seu parceiro ao fundo. O registro foi antecipado pela coluna de Berenice Seara.

Apesar da performance explícita de sexo, no entanto, os parlamentares e as demais pessoas presentes na chamada de vídeo não interromperam a sessão nem por um segundo. Nenhum deles esboçou também qualquer reação expressiva. Após a relação íntima, o casal ainda sentou de frente para a câmera por alguns segundos. Ao GLOBO, o vereador Célio Lupparelli afirmou que, por estar na chamada pelo celular, não presenciou a cena.

— Eu, sinceramente, não vi. Estava pelo celular e a minha visualização só alcançava a apresentação sobre orçamento (os parlamentares discutiam a garantia da alimentação dos alunos da rede pública).

Lupparelli afirmou que se surpreendeu quando ficou sabendo sobre o fato, apenas horas depois.

— Achei muito estranho esse fato — concluiu.

Presidente da comissão, Leonel Brizola (PSOL) minimizou o fato, e lamentou que o incidente tenha ganho mais destaque na mídia que a discussão sobre as merendas dos alunos de escolas públicas.

— Lamento que a imprensa tenha dado mais destaque a indiscrição involuntária que ocorreu durante a audiência e não a falta de alimento das crianças e adolescentes. Assim que percebemos o episódio, imediatamente pedimos para a TV Câmara, que é quem controla o áudio e o vídeo dos participantes para a imediata retirada do ar. Nós vereadores e demais participantes não temos qualquer ingerência de corte, edição, montagem dos vídeos na plataforma Zoom — disse. — Reafirmo a importância da audiência pública em demonstrar a incompetência da prefeitura que tem recursos, mas não consegue fazer com que os direitos das crianças sejam respeitados.

Procurada, a Câmara do Rio ainda não se manifestou sobre o incidente.

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